“Por favor, feche
os olhos e se imagine criança, diante de você. Como você (criança) está se
olhando? Qual é a expressão de seus olhos? Como você se sentiria nesse momento,
se a apanhasse e a colocasse no colo e apenas a abraçasse, deixando os seus
braços lhe dizerem que ela está segura, que você agora está presente, que ela
afinal pode contar com você e confiar em você?”
Às vezes, é
preciso vivenciar nosso eu-criança como uma identidade separada, para
verificarmos nossas cobranças com relação a nós mesmos e recordarmos do nosso
propósito nessa vida.
Quando se olha no
espelho você se acha uma pessoa desinteressante? Muito gorda ou muito magra?
Cheia de defeitos? E costuma apontar esses defeitos para você mesma de uma
forma agressiva? E para essa criança que colocou no colo? Falaria da mesma
forma insensível? Ou seria uma pessoa mais carinhosa e compreensiva?
Devemos nos cobrar
menos e nos amar mais. Assim conseguimos alcançar nossos objetivos mais
rapidamente e sem grandes transtornos.
E se você pudesse
perguntar para o seu eu-criança o que ela gostaria de ser quando crescer? A
resposta dela espelha você? Você se tornou exatamente aquilo que ela gostaria
de ser? Se você disse “sim”, faz parte de uma minoria que leva a vida de forma
leve, alegre e satisfatória. Agora, se a resposta for “não”, talvez esteja na
hora de seguir novos rumos, traçando pequenas metas para atingir esse
propósito, pelo caminho que denominamos de felicidade.
O livro “Como
aprender a gostar de si mesmo”, de Nathaniel Branden, diz que se completarmos
essas sentenças abaixo para os “eus” de cinco a doze anos de idade, realizamos
um milagre de autocura (ou autodescoberta).
Quando eu tinha 5 anos...
Uma das coisas de que meu eu de 5 anos precisa de mim e nunca conseguiu
é...
Quando meu eu de 5 anos tenta falar comigo...
Se eu estivesse disposto a ouvir o meu eu de 5 anos com aceitação e
simpatia...
Se eu me recusasse a dar apoio ao meu eu de 5 anos...
Quando penso em estender a mão para ajudar o meu eu de 5 anos...
“Usando qualquer
tipo de imagem mental que funcione para você – sensações visuais, auditivas ou
cenestésicas – crie a sensação de que o seu eu-criança está diante de você.
Então, sem dizer nada, imagine estar segurando essa criança nos braços,
abraçando-a e acariciando-a suavemente, para ficar numa relação amorosa com
ela. Permita que a criança reaja ou não. Continue firme e gentil. Deixe que o
toque de suas mãos, de seus braços e do seu peito transmita a aceitação, a
simpatia, o respeito.”
Através de
exercícios como esses que percebi que eu estava bastante desconectada do meu
eu-criança. Foi quando retornei para o caminho das artes, como escrever, por
exemplo. Se havia uma coisa que meu eu-criança adorava e nunca se cansava de
fazer, era brincar de representar, de cantar, de dançar, de escrever, de criar,
etc., mesmo que fosse dentro das brincadeiras de boneca.
E você? O que o
seu eu-criança está pedindo para que volte a fazer? Entre em contato com ele,
relembre, explore o que tem aí dentro. Chega de mantermos conexões apenas com o
meio externo na correria do dia a dia. Vamos nos conectar mais com nosso
interior. Chega de tristezas e incertezas. Vamos nos reconectar com nossa
própria alma!

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