Depois
que descobri que faço parte do grande percentual de pessoas da minha geração
que possuem ansiedade generalizada, comecei a pesquisar artigos e vídeos de
autoconhecimento na internet. Afinal, temos que aproveitar o lado bom da
internet para fazermos a maior caridade: Conhecer e ajudar a nós mesmos, para
que possamos ajudar aos outros.
Dentre
vários canais que sigo de analistas psiquiatras, psicólogos e coaches de
relacionamentos, tem o do Dr. Peter Liu, da medicina oriental. Achei
interessante quando, em um dos seus vídeos, ele disse que se ficamos deprimidos
devemos dar “graças a Deus”, pois temos uma missão que não é animal, e sim
social, ou para Deus.
Uma
missão animal é comer, dormir e procriar. Está relacionada aos prazeres
diretos, direcionada apenas a nós mesmos. Já uma missão social, está
relacionada aos prazeres indiretos, os quais direcionamos para os outros,
exercendo a caridade e a solidariedade.
Nós
temos sete principais chacras (canais condutores da energia no organismo). São
eles: Básico, Sexual, Plexo Solar, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e Coronário. Quando
estamos deprimidos, os chacras dos prazeres diretos (Básico, Sexual, Plexo
Solar) são “desligados”. Portanto, precisamos ligar os chacras dos prazeres
indiretos, que são os do coração para cima (Cardíaco, Laríngeo, Frontal e
Coronário).
“Ligar”
esses chacras significa não viver apenas para nós mesmos, realizando nossos
próprios desejos, e sim viver também para os outros. “Fazer aos outros aquilo
que gostaríamos que nos fizessem.” Esse é um grau mais elevado de prazer que,
apesar de ser mais difícil começar a fazer, sempre retorna para nós com uma
intensidade muito maior do que a dos prazeres diretos.
Quando
estamos deprimidos, costumamos pensar “O mundo para mim não tem mais graça.” “O
que posso esperar do mundo?” Porém, nessas horas, tente pensar o que o mundo
espera de você. O quanto as pessoas queridas esperam de você. O quanto é
importante para elas que esteja vivo(a) e bem!
Quando
pensamos apenas em nós mesmos, desligamos nossos chacras mais elevados, e não
percebemos a graça que está no outro. Ser capaz de fazer alguém sorrir, de
fazer alguém feliz, de encantar alguém, é conseguir enxergar a graça além de
nós mesmos.
Construir
um novo projeto de vida para beneficiar aos outros e a nós mesmos, não é tarefa
fácil. Quando precisamos de ideias construtivas, elas não aparecem. Ao
contrário das destrutivas, que parecem brotar com facilidade. Porém, o caminho
mais desafiador costuma ser o melhor e o mais compensador.
Então
quando pensarmos que o mundo não tem graça, devemos construir o hábito de
trocar esse pensamento para: “Que graça fazemos para o mundo?” “Que graça
fazemos para os outros?” “Que graça fazemos para Deus?”
Levanta
e age, faça os outros felizes, então a felicidade chegará até você em dobro!
Essa
foi a mensagem do Dr. Peter Liu, a qual transformei em artigo para publicar no
meu blog “Recordando a luz”. Assim como
todos nós somos providos de luz, também somos providos de graça, mesmo que, às
vezes, pareça bem escondida.
Dizem
que uma das maiores armas contra a depressão e ansiedade é praticar a caridade.
Porém muitas pessoas confundem caridade com solidariedade social, dizendo não
terem condições de praticá-la. Não sabem que a verdadeira caridade está contida
nas coisas mais simples, como num sorriso, por exemplo.
Para
ajudar a mim mesma a recordar isso, publiquei esse artigo abaixo no meu blog. Fiquei muito feliz quando me tornei colunista do site “O Segredo”, e ele foi publicado
como meu primeiro artigo.
Caridade
ou solidariedade social?
É
muito comum confundirmos caridade com solidariedade social. Quando falamos em
caridade, logo nos vem à mente a doação de bens materiais de uma forma
individual ou coletiva. Mas, sermos solidários não é o mesmo que sermos
caridosos. A solidariedade é um estímulo, uma maneira maravilhosa de expressão
do bem, para tornar o ambiente em que vivemos um local menos desigual,
socialmente falando. Já a caridade, vai além... A caridade vem de dentro e,
normalmente, é invisível perante os olhos da sociedade. Às vezes não é nem
perceptível para quem já a faz de maneira natural, e imperceptível também,
apesar de muito trabalhosa, para aqueles que a fazem em silêncio, no árduo
processo de reforma íntima.
Caridade
é gentileza, é sorrir num simples bom dia, boa tarde ou boa noite, mesmo que a
gente se sinta péssimo por dentro, por não querermos contagiar negativamente os
outros com nossos problemas; é ficarmos quietos quando tivermos vontade de
retrucar uma ofensa; é sentirmos compaixão ao invés de raiva; é não falarmos mal
da vida alheia, mesmo quando a “língua coçar”, é conseguirmos fazer a fofoca
morrer em nós; é elogiar ao invés de julgar ou simplesmente não falar quando
não há nada bom a dizer; é ter sensibilidade; é não disseminar discórdia e sim
harmonia; é não matar sonhos alheios, é enxergar o bem sempre, mesmo quando ele
estiver bastante escondido; é conseguir reparar os próprios erros e perdoar os
erros pelos outros cometidos.
A
solidariedade modifica o ambiente exterior, tornando o mundo um lugar melhor
para viver, mas não deve ser confundida com caridade, que é uma modificação do
universo interior refletida em singelos gestos cotidianos, que não espera
recompensas (nem divina), nem agradecimentos. Caridade é simplesmente aceitar
as pessoas como elas são, é fazer prevalecer a razão quando o instinto falar
alto, é carinho ("tocar o mundo do outro com respeito"), é olhar com
os olhos da alma, sem interferência do próprio ego. É desde sorrir de uma piada
sem graça para dar a graça, até se afastar de quem ama para libertar. Caridade
não é doar o que tem, é se doar... Caridade é amar.

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